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Uma Luz na Caverna – Ilustração

quinta-feira, 9 de junho de 2011

 

Eles estão vindo como amigos, amigos secretos — mas amigos de qualquer jeito. “Você pode deitá-lo agora, soldado. Eu vou cuidar dele.”
O sol da tarde está alto enquanto eles ficam de pé, em silêncio, no monte. Tudo parece mais quieto do que antes. A maior parte da multidão foi embora. Os dois ladrões ofegam e gemem, pendurados ali, prestes a morrer. Um soldado encosta uma escada na árvore do centro, sobe nela e remove a estaca que prende a viga de apoio da cruz. Dois dos soldados, contentes ao ver o fim do dia de trabalho, ajudam na tarefa pesada de colocar a cruz de cipreste e o corpo no chão.
“Cuidado agora”, diz José.
Os pregos de 12 cm são retirados da madeira dura, libertando as mãos frouxas. O corpo que revestia o Salvador é levantado e colocado sobre uma rocha grande.
“Ele é todo seu”, diz a sentinela. A cruz é posta de lado, para ser levada em seguida ao depósito até a próxima requisição.
Os dois não estão acostumados a este tipo de trabalho. Mas suas mãos se movem rapidamente, cumprindo a tarefa.
José de Arimatéia se ajoelha por trás da cabeça de Jesus e enxuga com ternura a face ferida. Com um pano macio e molhado ele limpa o sangue que escorreu no jardim, devido aos açoites e à coroa de espinhos. Feito isto, ele fecha os olhos bem fechados.
Nicodemos desenrola os lençóis de linho levados e os coloca na rocha ao lado do corpo. Os dois líderes judeus levantam o cadáver sem vida de Jesus e o põem sobre os lençóis. Partes do corpo são agora ungidas com especiarias perfumadas. Ao tocar as faces do Mestre com aloés, Nicodemos não consegue conter a emoção. Suas lágrimas caem sobre o rosto do Rei crucificado. Ele faz uma pausa para enxugar outra. O judeu de meia-idade olha tristemente para o jovem Galileu.
E um tanto irônico que o sepultamento de Jesus fosse conduzido, não por aqueles que se gabaram que jamais o deixariam, mas por dois membros do Sinédrio, dois representantes do grupo religioso que matou o Messias.
Todavia, de todos os que eram devedores daquele corpo sofrido, ninguém devia tanto quanto aqueles dois. Muitos tinham sido libertados dos abismos profundos da escravidão e doença. Muitos foram encontrados nos túneis mais escuros, túneis de perversidade e morte. Mas túnel algum jamais foi mais escuro do que aquele do qual esses dois homens foram resgatados.
O túnel da religião.
Não existe outro mais sombrio. Suas cavernas são muitas e seus abismos profundos. Seu desagradável mau cheiro subterrâneo é produto de boas intenções. Seu labirinto de canais está repleto de desorientados. Suas trilhas estão cobertas de odres de vinho e bebida derramada.
Você não desejaria levar uma fé incipiente para este túnel. As mentes jovens e inquisitivas logo se estragam na escuridão mortiça. As novas perspectivas são ignoradas a fim de proteger as frágeis tradições. A originalidade é desencorajada. A curiosidade sufocada. As prioridades desconsideradas.
Cristo só teve palavras fortes de censura para os que habitam nas cavernas. Ele os chamou de “hipócritas”. Atores sem Deus. Construtores de barreiras. Juízes inflexíveis. Podadores sem autorização. Detalhistas inúteis. “Guias cegos”. “Sepulcros caiados”. “Víboras.” Bang! Bang! Bang! Jesus não tinha tempo para os que se especializavam em fazer da religião um deus da guerra e da fé uma corrida pedestre. Não lhes dava qualquer oportunidade.
José e Nicodemos também estavam cansados. Haviam experimentado tudo. Tinham visto as listas de regras e regulamentos. Observaram o povo tremer sob os fardos insuportáveis. Ouviram as discussões intermináveis sobre detalhes legalistas. Usaram as vestimentas e se sentaram nos lugares de honra, vendo a Palavra de Deus ser usada em vão. Puderam perceber que a religião se tornara uma muleta que aleija.
Eles queriam livrar-se de tudo isso.
O risco era grande. A alta sociedade de Jerusalém não aprovaria a atitude de dois de seus líderes religiosos sepultando um revolucionário. Mas para José e Nicodemos a escolha era óbvia. As histórias contadas por aquele jovem pregador de Nazaré continham uma verdade que jamais fora ouvida na caverna. E, além do mais, eles preferiam salvar suas almas do que suas peles.
Levantaram então vagarosamente o corpo e o levaram para o túmulo novo. Ao fazerem isso, acenderam uma vela na caverna.
Supondo que esses dois homens estivessem observando o mundo religioso durante os últimos dois mil anos, eles teriam provavelmente descoberto que as coisas não mudaram tanto.
Existe ainda uma grande parte de mal vestindo as roupas da religião e usando a Bíblia como um malho. É ainda moda usar títulos sagrados e correntes santas. E continua sendo ainda verdade que é preciso encontrar fé apesar da igreja em lugar de na igreja.
Eles observaram também, no entanto, que no momento em que os religiosos ficam religiosos demais os retos ficam retos demais, Deus encontra alguém na caverna que acende uma luz. Ela foi acesa por Lutero em Wittenburg, por Latimer em Londres e por Tyndale na Alemanha. John Knox soprou as brasas como um escravo das galés e Alexandre Campbell fez o mesmo como pregador.
Não é fácil acender uma vela numa caverna escura. Todavia, aqueles dentre nós cujas vidas foram iluminadas por causa desses homens corajosos são eternamente gratos. De todos os atos de esclarecimento, não há dúvida qual foi o mais nobre.
“Você pode deixá-lo agora, soldado. Eu cuidarei dele.”
Autor: Max Lucado
Fonte: Hermeneutica

Chamados para Reconstruir Muros

CHAMADOS PARA RECONSTRUIR MUROS (Ne 2: 11-20)
Há situações em que você percebe que mudanças precisam ser feitas. Há consertos para serem feitos em uma casa. Às vezes, há pecados em nossa vida que precisam ser derrubados. Há relacionamentos que precisam ser restaurados. Seja com a família, seja com os demais.
Neemias procura saber como vão as coisas em Jerusalém. É informado da sua destruição, além da vergonha. O povo que é chamado “o povo de Deus”, sendo motivo de zombaria. Uma cidade destruída. Onde está Deus nessa hora? Neemias então chora muito. Mas ele não ficou prostrado. Ele orou ao seu Deus. Ficamos às vezes tristes, inertes, passivos à tudo que está acontecendo e chorando. Não é isso que Deus espera de nós. Ele quer que reajamos e O busquemos. Neemias se dirigiu a Deus e quis saber o que Deus queria que ele fizesse. Neemias entendeu que quando nos voltamos para Deus em arrependimento, Deus sara a nossa terra. Deus começou a restauração dos muros de Jerusalém através da vida de Neemias.
Neemias nos dá um exemplo de como devemos reagir diante das crises da vida. Quando estamos sendo assolados, nossos muros derrubados e não temos para onde correr:
1 – Descubra a vontade de Deus para sua vida. A bíblia diz que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Você pode confiar na vontade de Deus. Em Mc 1:40 o leproso que se aproximou de Jesus cria que Jesus poderia cura-lo. Quando não conhecemos a vontade de Deus, ficamos dando voltas e não chegamos a lugar algum. Sofremos quando nos falta conhecimento. Neemias quando viu a situação aparentemente “insolúvel” buscou em Deus a solução.
2 – Procure pessoas experientes para ajudar você. Neemias pôde contar com muitas pessoas que entendiam do assunto, que sabiam restaurar muros. Deus foi abrindo portas e Neemias pôde relatar aos trabalhadores a vontade de Deus. Deus revela Sua vontade para que uma atitude. Neemias não ficou apenas chorando e lamentando. Ele tomou a atitude de ir e restaurar a cidade. Ele foi determinado naquilo que ele queria. Procure pessoas que entendam do que você precisa. Não perca tempo com quem não pode te ajudar.
Os muros foram ao chão e precisavam ser restaurados. Talvez haja muros em sua vida que precisam ir ao chão e reerguidos depois. Muitos se aproximaram de Neemias para parar sua obra. Mas Neemias preferiu ouvir ao seu Deus e prosseguiu. Existe uma visão de Deus para sua vida. Há um propósito dele para seus muros. Ele abrirá portas para que você restaure sua cidade.
Ne 13 diz que dentro do templo vivia um homem chamado Tobias, que se aproveitou da situação e se alojou lá dentro. Mas Tobias não tinha parte com o templo, nem com Deus. Vão surgir obstáculos, inclusive pessoas, que você precisará tirar de dentro da sua cidade quando for reconstruir seus muros. Neemias expulsou Tobias e limpou o templo. Não adiantaria reerguer os muros com tanta sujeira dentro da cidade.
O que está em sua vida que precisa ser jogado fora? Faça como Neemias. Detecte os lugares afetados de sua vida, os muros caídos, arrependa-se, clame ao Senhor, busque Sua vontade e ouça Suas instruções. Junte-se às pessoas certas, que podem te ajudar. Limpe a casa, jogue o lixo fora, não se dobre diante daqueles que tentam desviar você do caminho, faze-lo parar, permaneça fiel ao Senhor, ao Seu propósito para sua vida e, então, levante os muros. Reerga aquilo que foi destruído. Você, assim como Neemias, foi chamado para reerguer muros e cidades!
Fonte : Estudos Cristãos

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