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A Marca

terça-feira, 15 de março de 2011


menino


Quando eu era criança, bem novinho, meu pai comprou o primeiro telefone da nossa vizinhança. Eu ainda me lembro daquele aparelho preto e brilhante que ficava na cômoda da sala. Eu era muito pequeno para alcançar o telefone, mas ficava ouvindo fascinado enquanto minha mãe falava com alguém.
Então, um dia eu descobri que dentro daquele objeto maravilhoso morava uma pessoa legal. O nome dela era “Uma informação, por favor” e não havia nada que ela não soubesse. “Uma informação, por favor” poderia fornecer qualquer número de telefone e até a hora certa.
Minha primeira experiência pessoal com esse gênio na garrafa veio num dia em que minha mãe estava fora, na casa de um vizinho. Eu estava na garagem mexendo na caixa de ferramentas quando bati em meu dedo com um martelo.
A dor era terrível mas não havia motivo para chorar, uma vez que não tinha ninguém em casa para me oferecer a sua simpatia.
Eu andava pela casa, chupando o dedo dolorido até que pensei:
O telefone!
Rapidamente fui até o porão, peguei uma pequena escada que coloquei em frente à cômoda da sala. Subi na escada, tirei o fone do gancho e segurei contra o ouvido. Alguém atendeu e eu disse:
“Uma informação, por favor”.
Ouvi uns dois ou três cliques e uma voz suave e nítida falou em meu ouvido.

“Informações.“
“Eu machuquei meu dedo…”, disse, e as lágrimas vieram facilmente, agora que eu tinha audiência. “A sua mãe não está em casa?”, ela perguntou.
- “Não tem ninguém aqui…”, eu soluçava. “Está sangrando?”
- “Não”, respondi. “Eu machuquei o dedo com o martelo, mas tá doendo…”

“Você consegue abrir o congelador?”, ela perguntou. Eu respondi que sim.
- “Então pegue um cubo de gelo e passe no seu dedo”, disse a voz.
Depois daquele dia, eu ligava para “Uma informação, por favor” por qualquer motivo.

Ela me ajudou com as minhas dúvidas de geografia e me ensinou onde ficava a Filadélfia. Ela me ajudou com os exercícios de matemática. Ela me ensinou que o pequeno esquilo que eu trouxe do bosque deveria comer nozes e frutinhas.
Então, um dia, Petey, meu canário, morreu. Eu liguei para “Uma informação, por favor” e contei o ocorrido. Ela escutou e começou a falar aquelas coisas que se dizem para uma criança que está crescendo. Mas eu estava inconsolável.
Eu perguntava: “Por que é que os passarinhos cantam tão lindamente e trazem tanta alegria pra gente para, no fim, acabar como um monte de penas no fundo de uma gaiola?” Ela deve ter compreendido a minha preocupação, porque acrescentou mansamente: “Paul, sempre lembre que existem outros mundos onde a gente pode cantar também…” De alguma maneira, depois disso eu me senti melhor.
No outro dia, lá estava eu de novo. “Informações.”, disse a voz já tão familiar. “Você sabe como se escreve ‘exceção’?”
Tudo isso aconteceu na minha cidade natal ao norte do Pacifico.
Quando eu tinha 9 anos, nós nos mudamos para Boston. Eu sentia muita falta da minha amiga. “Uma informação, por favor” pertencia aquele velho aparelho telefônico preto e eu não sentia nenhuma atração pelo nosso novo aparelho telefônico branquinho que ficava na nova cômoda na nova sala.
Conforme eu crescia, as lembranças daquelas conversas infantis nunca saiam da minha memória. Freqüentemente,em momentos de dúvida ou perplexidade, eu tentava recuperar o sentimento calmo de segurança que eu tinha naquele tempo.
Hoje eu entendo como ela era paciente, compreensiva e gentil ao perder tempo atendendo as ligações de um menininho.
Alguns anos depois, quando estava indo para a faculdade, meu avião teve uma escala em Seattle. Eu teria mais ou menos meia hora entre os dois vôos. Falei ao telefone com minha irmã, que morava lá, por 15 minutos.
Então, sem nem mesmo sentir que estava fazendo isso, disquei o número da operadora daquela minha cidade natal e pedi:
- “Uma informação, por favor.”
Como num milagre, eu ouvi a mesma voz doce e clara que conhecia tão bem, dizendo: “Informações.” Eu não tinha planejado isso, mas me peguei perguntando: “Você sabe como se escreve ‘exceção’?” Houve uma longa pausa.
Então, veio uma resposta suave: “Eu acho que o seu dedo já melhorou, Paul.” Eu ri. “Então, é você mesma!”, eu disse. “Você não imagina como era importante para mim naquele tempo.”
- “Eu imagino”, ela disse. “E você não sabe o quanto significavam para mim aquelas ligações. Eu não tenho filhos e ficava esperando todos os dias que você ligasse.”
Eu contei para ela o quanto pensei nela todos esses anos e perguntei se poderia visitá-la quando fosse encontrar a minha irmã.
- “É claro!”, ela respondeu. “Venha até aqui e chame a Sally.“

Três meses depois eu fui a Seattle visitar minha irmã. Quando liguei, uma voz diferente respondeu: “Informações.” Eu pedi para chamar a Sally.
“Você é amigo dela?”, a voz perguntou.
- “Sou, um velho amigo. O meu nome é Paul.”

“Eu sinto muito, mas a Sally estava trabalhando aqui apenas meio período porque estava doente. Infelizmente, ela morreu há cinco semanas.“
Antes que eu pudesse desligar, a voz perguntou:
- “Espere um pouco. Você disse que o seu nome é Paul?
- “Sim.“

- “A Sally deixou uma mensagem para você. Ela escreveu e pediu para eu guardar caso você ligasse. Eu vou ler pra você.”
A mensagem dizia: “Diga à ele que eu ainda acredito que existem outros mundos onde a gente pode cantar também. Ele vai entender.”
Eu agradeci e desliguei.
Eu entendi…
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Acima das desilusões






Na vida todos nós enfrentamos desilusões.

Nos decepcionamos com amigos, parentes, e até conosco mesmo.

Nos desiludimos quando vemos um sonho se transformar em pesadelo, um alvo se transformar numa miragem bem distante, um desejo desaparecer como uma neblina.

A desilusão dói, como um ferimento. Atinge a qualquer um, sem acepção.

Mas o importante é saber que novos sonhos podem ser sonhados, e que um novo dia certamente amanhecerá.

Fomos criados por Deus com a incrível capacidade de nos recuperarmos.

Fomos feitos com a capacidade de sair das cinzas para a glória, do nada para o tudo, da derrota para a vitória.

Como a águia, temos dentro de nós o desejo de voar grandes alturas, portanto também acima das desilusões.

Cada desilusão é um convite a um novo sonho, a uma nova visão da vida.

É um convite a um novo desafio, a um novo caminho... 

(Pr. Edilson Ramos) 

A Crise



crise


Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo.
A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura.
É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.
Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções.
A verdadeira crise, é a crise da incompetência.
O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia.
Sem crise não há mérito.
É na crise que se aflora o melhor de cada um.
Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.
Em vez disso, trabalhemos duro.
Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.
(Albert Einstein)

A Estátua e o Azulejo de Mármore





Havia um museu, com o piso completamente coberto por belíssimos azulejos de mármore e com uma estátua, toda em mármore, enorme, exibida no meio do salão de entrada.
Muitas pessoas vinham do mundo inteiro para admirar a bonita estátua de mármore. Uma noite, os azulejos começaram a falar e reclamar com a estátua de mármore:
- Estátua, isto não é justo, não é justo! Por que vem gente do mundo inteiro, pisa e pisa em todos nós, só para admirá-la? Não é justo!
- Meu querido amigo azulejo de mármore, você ainda se lembra de quando estávamos, de fato, na mesma caverna? – Respondeu a estátua.
- Sim! É por isso que eu acho tudo muito injusto. Nós nascemos na mesma caverna e, agora, recebemos tratamento tão diferente. Não é justo!
Então, você ainda se lembra do dia em que o artista tentou trabalhar em você, mas você resistiu bravamente às ferramentas?
- Sim, claro que eu me lembro. Eu odiei aquele sujeito! Como ele pôde usar aquelas ferramentas em mim? Doeu muito!
- Isso é certo! Ele não pôde fazer nada em você, porque você resistiu em ser trabalhado.
- Sim. E daí?
- Quando ele veio para cima de mim, ao invés de resistir, eu soube imediatamente que me tornaria algo diferente depois dos esforços dele. Eu não resisti, ao invés disso, agüentei todas as ferramentas dolorosas, que ele usou em mim.
- Mmmmm… Resmungou o azulejo.
- Meu amigo, há preço para tudo na vida. E nem sempre é fácil. Ás vezes, é muito difícil, doloroso. Mas temos que aprender a suportar os sofrimentos, procurando crescer para nos transformarmos em algo mais belo. Já que você desistiu de tudo no meio do caminho, você não pode culpar as pessoas, que passam por você.
Moral da história: Os sofrimentos e provações nos ajudam a crescer e a nos tornarmos testemunhas vivas da ação de Deus. Para que isso aconteça é necessário lançarmos fora o medo e deixarmos que Ele nos molde conforme a Sua vontade.
Deus quer fazer de você uma bela obra prima do Seu Amor!

Estevam Hernandes se irrita com fiéis que deram pouco dinheiro e afirma: “Não quer dar? Então tá bom. Deus não vai te dar também!”

Estevam Hernandes se irrita com fiéis que deram pouco dinheiro e afirma: “Não quer dar? Então tá bom. Deus não vai te dar também!”


O apóstolo Estevam Hernandes, líder da Igreja Renascer, irritou-se com os fiéis durante um pedido de ofertas na inauguração da nova regional de Santo Amaro, afirma o site de membros da denominação.
Hernandes solicitou a todos os presentes que estivessem ofertando ou dizimando naquele dia levantassem o envelope. Contudo, poucos levantaram. O apóstolo irritou-se e afirmou: “Não quer dar? Então tá bom. Deus não vai te dar também!”. Após, revelou à igreja que o aluguel daquela nova filial regional custava R$ 20 mil por mês.
A afirmação não foi bem recebida pelos membros da Renascer, o fiel Marcos afirmou: “Acho que o cara pensando que Deus precisa de alguma coisa da gente. Quem é o dono do ouro e da prata, nós ou Deus? Será que Deus precisa mesmo do nosso dinheiro pra fazer aquilo que Ele quer? Será que Deus é ‘me dá que Eu te dou’? Ou será que Deus é um deus de amor que já nos deu aquilo que era mais vailoso: a vida do seu próprio filho como sacrificio pelos nossos pecados mesmo sabendo que somos falhos? será que alguns milhôes pagariam o sacrificio de Cristo na Cruz?”
Recentemente, também na inauguração de um novo templo, o Pastor Silas Malafaia, da Igreja Vitória em Cristo, teve um ato parecido ao afirmar “Quem não der oferta não vai ser abençoado“.

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